terça-feira, 21 de agosto de 2012


AULA DE DIREITO ( desconheço a autoria do texto )


Uma manhã, quando nosso novo professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala, 

a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Como te chamas?
- Chamo-me Juan, senhor.
- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o desagradável professor.
 
Juan estava desconcertado. 
Quando deu de si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. 
Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
 
- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...
Seguíamos assustados porém pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!!

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
 
- Até que enfim! É isso... para que haja justiça. 
E agora, para que serve a justiça?
Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. 
Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor.
- Para diferençar o certo do errado... Para premiar a quem faz o bem...

- Ok, não está mal porém... respondam a esta pergunta: 
agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?...
Todos ficamos calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não!! - respondemos todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!!!
- E por que ninguém fez nada a respeito? 

Para que queremos leis e regras 
se não dispomos da vontade necessária para pratica-las?
 
- Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar 
quando presenciar uma injustiça. Todos. 
Não voltem a ficar calados, nunca mais!
 
- Vá buscar o Juan - disse, olhando-me fixamente.
 
Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.
Quando não defendemos nossos direitos 
perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Liberdade...

Meu nome é liberdade,
meu caminho é sem direção
porque todo eles,
tem o doce sabor do ser livre.
Não amarre meu tempo
desate todos os nós,
sou livre como pássaros.
Os campos abertos
são minha estrada
nada me limita
morreira,
se livre não fosse.
Liberta,
minha alma é feliz.
Não pergunte onde vou
nem queira saber como sou
não tente me decifrar
nem ler meus pensamentos,
perderia seu tempo imaginando
enquanto eu,
em varios lugares já voei
no tempo em que pensou
em me perguntar onde vou.
Sou do norte, do sul,
de todas as direções.
Sou a partida, a chegada
a calmaria
e também
a tempestade.
Sou o sorriso
as vezes a lágrima,
mas sou sempre,
a liberdade....
Por/erotildes vittória/REG/012/LL/61LLPR
...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.

Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.

Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como num beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.